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Especialistas podem evitar riscos maiores à sua empresa
Card News - outubro 2002
 
 

Para muitas empresas, trata-se de uma lição já aprendida: o ataque terrorista aos EUA, em setembro de 2001, colocou em xeque muitas companhias que não aplicavam uma política eficaz de backup de suas informações. No entanto, empresários brasileiros ainda assumem este risco, aumentando somente a capacidade interna de armazenamento de suas organizações. Motivo: as empresas daqui não se sentem tão vulneráveis a desastres de proporções semelhantes aos ocorridos nos EUA.

Mesmo em mercados desenvolvidos como o brasileiro, uma pesquisa realizada pela Gemelo Storage Solutions indica que 89% das empresas consultadas no eixo Rio-São Paulo não possuem backup de seus dados fora de suas instalações.Isto quer dizer que, em uma situação de contingência comum - inundação ou queda de energia elétrica, por exemplo, estas empresas não teriam a possibilidade de restaurar suas informações para continuar com a operação de seus negócios.

Em meados dos anos 90, a Internet abriu as fronteiras dos data centers de todas as organizações. É muito difícil pensar, hoje, em um mundo que não esteja interconectado. A informação é um ativo que tem valor vital tanto para uma pequena empresa como para uma grande empresa de cartão de crédito que se movimenta pelos mercados globais. Portanto, se as empresas estão sempre pensando em ações para proteger seus ativos financeiros e tornarem-se mais lucrativas, o que elas têm feito para proteger suas informações?

As formas mais difundidas para organizar o armazenamento e backup dos dados partem do esquema DAS (Armazenamento Diretamente conectado ao Servidor, sigla em inglês) que, como no melhor estilo de um HD de um computador pessoal, utilizamos até se esgotar a capacidade do hardware. Isso traz uma série de inconvenientes, como o aproveitamento irregular da infra-estrutura e custo elevado de propriedade (TCO), devido à constante exigência de novos recursos tecnológicos para o armazenamento dos dados.

Atualmente, os Storage Service Providers (SSP's) propõem um esquema para transformar os complexos sistemas de armazenamento em planos de serviço simples que são pagos em função de seu uso, como se fossem serviços de energia elétrica ou contas de telefone celular. Tais opções são uma resposta às necessidades corporativas, que não podem arcar com o custo da demanda de capacidade tecnológica para o armazenamento e backup das informações em cada uma de suas vertentes.

Para voltar à analogia dos ativos financeiros, são os especialistas de um banco os que melhor cuidam de seu dinheiro. Se o seu futuro financeiro é deixado nas mãos de especialistas de uma entidade do sistema bancário, qual é o medo de entregar seus dados a empresas que garantem disponibilidade total, segurança e capacidade de expansão de acordo com suas necessidades? Os serviços de armazenamento sob demanda (storage on-demand) constituem a solução mais efetiva em relação à gerência dos custos e da capacidade de guarda de informação em discos ou fitas.

Outras razões importantes para deixar de lado os receios e contratar os serviços de SSP's têm a ver com os altos investimentos de hardware que são necessários para armazenar as informações "em casa" e a falta de pessoal qualificado que administre esta estrutura. Além disso, os custos associados à aquisição, instalação, configuração, administração e backup dos dados são consideravelmente reduzidos, aliviando os encargos financeiros que pressupõem a infra-estrutura de TI. Enquanto isso, as empresas podem dedicar-se totalmente aos aspectos mais vitais de seus negócios.